Todos nós já vivemos um devaneio, palavra que pode ser definida como a nossa capacidade de imaginar, vivenciar sonhos e fantasias. Muitas vezes utilizamos dessa “ferramenta” para excluir pensamentos negativos, defender-se de momentos difíceis ou criar fantasias amorosas.

Devaneios de amor perdidos,
Ocultos nos vales contorcidos do coração.
Sonhei encontrar a vida em ti,
Nas nuvens de rama feita de algodão.
Senti o teu corpo em mim…
Contornando as curvas do esquecimento.
Senti-te muito mais que a mim,
Face oculta do meu pensamento.
Não sou eu que te quero!
É o meu desejo insaciável
De te ver nua da alma,
Estendida sobre a manta alva do amor.
De tanto te sentir em mim,
Esse amor tornou-se real
Envolvido nos lençóis da ternura
Toco na tua pele reluzente, pura e fatal…
Não sou eu que te quero!
São os meus braços estendidos
Como folhas caídas no chão
Por estarem soltas ao vento…
Miguel Strogoff


